Ele me olha mas não vê. Enxerga o necessário. Quer-me quando não pode ter. Ignora, esquece, esfriece, e não diz porquê.
Ele me sente e me vê. Quer-me, e pode ter. Não sabe, insiste, palpite, desiste.
Ele me olha, me estuda, me bagunça. Vira-me a cabeça, estremece meus sentidos.
Ele é ele, ele é homem. Ás vezes cordeiro, ás vezes lobisomem. Não decide, não me quer.
Ele me pede pra ser sua mulher.
Ele é menino, moleque, menino-moleque.
Ele me sente, ele mente. Não se entrega o suficiente.
Ele é moleque, moleque-menino. Menino tem medo, menino se esconde.
Ele esconde os sentimentos, ignora, chora. Morre por dentro, não desmente.
Ele me pede, ele não cede. Ele liga, desconversa, reclama. Ele me ama.
Ele corre atrás, não admite. Ele é real. Ele existe.
Ele tem defeitos e trejeitos. Ele me toca, ele sufoca.
Ele é próximo e distante. Ele é alto e irritante.
Ele é assim, ele é pra mim.
Ele é meu e não seu.
Ele é meu menino.
Ele é meu amor.
sábado, 20 de outubro de 2007
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