quarta-feira, 29 de outubro de 2008

To chateada com o que tem acontecido com minha vida, com os rumos que ela têm tomado e com os julgamentos precipitados, ou não.

Mas eu não sou o que pensam, não sou uma má pessoa.

Se eu for o que pensam, Fidel é neoliberal, o Bush é muçulmano, o Fernandinho Beira-mar é inocente, o Leão Lobo é mulherengo, o Lula é PHD e todos nós estamos vivendo no além pois o mundo acabou em 11/08/1999.

Proponho mudanças, proponho paciência, calma, reflexão.

É uma vida em jogo.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Quod me nutrit me destruit.

O que me nutre me destrói. A beleza, o álcool, os amigos, as saídas, as pessoas. As pessoas, que passam em meu cotidiano e vão-se embora. Apesar disso, preciso delas, preciso de tudo o que me nutre. A destruição, de todo modo, é inevitável. Para todos.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008


As pessoas atualmente têm uma visão errônea de individualidade. Coisa que cada um tem a sua. Acham que você é um FSM para comentarem, analisarem e discutirem. A conclusão disso tudo, basta. E isso é você. Porém, as pessoas não te conhecem o suficiente para saberem que você gosta de fechar os olhos quando está dentro do carro e se imaginar numa montanha russa numa montanha no Nepal, que gosta de olhar para a lua ou passar horas contempando as ondas ou o pôr-do-sol. Gosta do toque da água na sua pele, dela penetrando sua camiseta, o cheiro e o som da chuva batendo nas folhas, o chão ficando fofo debaixo dos seus pés. Gosta de imaginar-se num livro, naquelas histórias de Robin Hood, amores medievais. Você é tudo o que é, todos os livros que leu, as gírias que usava, os brinquedos que brincou. Você é seu primeiro amor, os segredos guardados, a juras de amor trocadas, a noite em branco na praia. Você é seu primeiro beijo, sua primeira vez, seu primeiro porre. Seus amigos, inimigos, colegas, professores. É sua praia preferida, é o amor atordoado que viveu, a conversa séria com seu pai, o carinho de sua mãe, sua infância nostálgica, a dor do arrependimento, de não ter falado na hora, de não ter dado certo. A emoção de um trecho de livro, uma cena que te arrancou lágrimas, um fazer nada com seus amigos, vc é o que você chora, o que você ri. É o abraço inesperado, a força dada aos seus amigos e a gratidão de um sorriso. Você é muito mais, muito menos. É a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, os pedaços que junta. O orgasmo, a gargalhada, o beijo, vc é o que vc desnuda. Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, o desapontamento com o sistema, o ódio que tudo isso dá.


Você é o que ninguém vê. É você.
Maria Eduarda Gimenes

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

domingo, 10 de agosto de 2008


Hoje o dia começou bem e terminou bem. Mas teve seus defeitos. Acordei, feliz dia dos pais, voltei a dormir, acordei. Fiquei conversando com minha mãe enquanto ela cozinhava. Ai, como eu a amo e vou sentir falta dela. E o clima tava bom durante o almoço até eu soltar um comentário e meu pai não gostar e começar a brigar comigo. Brigar sério. Sai da mesa puta, muito chateada. E saí de casa pra refrescar a cabeça. Quando me toquei eu tava no ponto de onibus esperando o 211 para ir pro shopping. What the hell? Tipo, fazer o quê no shopping vitória, sozinha, no frio e desarrumada? Anyway, I went there. Fui no cinema e peguei uma sessão que tinha começado há 10 minutos. Adivinha o filme? A múmia. Sim, a múmia. Pq eu tenho problemas. Peguei uma fileira que não tinha ninguém e assisti o filme deitada. Putz.
Saindo do cinema o Vitor me liga falando que ia pro café com o Gustavo e me chamando. Eu fui. E a partir daí meu dia ficou legal. Conversamos sobre o intercâmbio. Laís e Gustavo me contaram sobre o intercâmbio deles, e Vitor ficou rindo comendo o pão de queiro que não dava pra sujar os dentes. Aí o Denis chegou e quando fomos embora ouve-se um grito "FALOOOU" e uma pessoa de costas indo embora. O Denis. Cômico, no mínimo. E depois de deixar a Lais na igreja, encontrar a Paula no caminho, ir na Tutti Panne, o garçom ler a mente do Denis, eu dar tchau para um desconhecido, MOSTARDA, encontrarmos a Laila na rua, e o Denis querer fazer pips, nos despedimos com um alto e em bom som "FALOOOOU".

Falou.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Estou mt felizzzzzz!
Mais tarde faço um post!

terça-feira, 5 de agosto de 2008

quem lê meu post anterior pode achar que eu não gosto de ler. bullshit, adoro. mas é que esses livrinhos são tão famosos e bem recomendados que é, tipos, muito bom baixar a bola deles. pq eu prefiro muito mais um realismo machadiano, uma poesia moderna de leminsy e uma crônica bem inteligente de veríssimo do que esses best-sellers, que de best não tem nada, e de seller, bom, vende pra caramba...
enfim, hoje meu dia foi bem legal. estou feliz. era para eu estar no aniversário da clara, dinamarquesa, mas eu tive que ficar aqui no aniversário do meu "afilhado". resolvi escrever pq uma hora cansa as pessoas te perguntando:
- e aí, viaja quando?
- vinte de agosto. (sorriso forçado)
- ansiosa?
- ô. (sorriso sincero)
- humm, e sua mãe, feliz?
- nem...
e fim. juro que esse discurso se repete diariamente há cerca de 2 meses, ou mais. meu, da vontade de fazer uma plaquinha "maria eduarda suiça 20 de agosto super ansiosa e minha mãe chora sempre que toca no assunto, obrigada." mas ah, qqcusta ser cordial? néam?
mas voltando ao meu dia legal, acordei com meu amigo me ligando. menti pra ele que ja tava acordada pq odeio admitir que as pessoas me acordaram. e fui com ele pro bamboo. ficamos lá até 13h quando minha amiga chegou e resolvemos comer comida japonesa. descobrimos uma sessão de cinema 15:10, pegamos o 073 e fomos. o filme é "bella", recomendo. atuações boas, história razoável e um protagonista lindo. voltamos de ônibus e fomos ao bamboo de novo. depois fui pra casa me arrumei e vim pro aniversário do augusto.
eu to meio que torcendo para que uma certa pessoa entre no msn. tá sendo minha companhia de madrugadas. e to gostando muito.
1. o diário de bridget jones - ah, olha só que engraçado, ela fez uma lista das calorias e cigarros fumados. que legal... mas peraí, ela vai fazer isso todos os dias? (bocejo) ok, você é neurótica e insegura, entendi. próximo!

2. o código da vinci - eu leio, leio, leio. daí paro e percebo que nem saí da página cinco. rapidamente procuro giletes afiadas para dar fim ao meu sofrimento. morrer é decididamente mais interessante do que uma merda de mistério numa bosta de museu. quem se importa com maria madalena, meu deeeus? tá, exagero. até gostei. mas ver best-seller numa frase já me da sonos.

3. ulysses - mais ou menos por volta do sétimo capítulo eu admito que não tenho a mais puta idéia do que está se passando e troco james joyce pelo diário da princesa. recomendo. o diário, não ulysses. é legal entender livros às vezes, sabe? (tá, ulysses é bom, mas eu realmente gostei do diário da princesa.)

4. o senhor do anéis - when mister bilbo baggins of bag end announced that he would shortly be..... ok, alguém me acorda quando acabar.

5. o novo livro do jô soares - não tive ânimo para terminar de ler a orelha, que dirá tentar algum capítulo.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

no primeiro episódio de friends a rachel tá reclamando dos cartões de crédito cancelados e a phoebe diz que sabe exatamente como ela se sente prq quando a mãe dela tinha acabado de se matar, ela morava numa caixa de papelão e o padrasto estava preso, ela se sentiu assim. daí a rachel faz uma cara de bosta e o ross diz que a palavra que ela está procurando é "anyway...".
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esses dias eu reencontrei um conhecido, que era lindo, forte, inteligente e com toda uma vida pela frente. estava muito gordo, feio, aspecto sujo, morando no quinto dos infernos, com uma vidinha limitada e uma mulher que deixaria tieta no chinelo, e a única palavra que eu procurava era "anyway..."
eu não acredito, meu dia tava quase perfeito mas meu pai tem que estragar tudo com seus esporros homéricos. mas eu acho até bom que ele ponha seus sentimentos pra fora, pq tipos, pelo menos ele tem sentimentos né. e é foda qualquer coisa que eu disser ser considerada deboche. ah, meu cu, vai. que merda.
acordei tarde, 11h. tarde? ah nem. foi cedo, pra quem pode acordar a hora que quiser. mas acordei com benta me chamando, q já tinha dado a hora e tals. meu, hora de que? whatever. levantei, escovei os dentes e fique pensando em tomar sol ou enrolar e ir para a obra social. como nessas férias, enrolar e maria eduarda são quase intrínsecos, é óbvio que enrolei e deu tipo 12:20 eu fui pegar o ônibus. o fucking 101. pode-se dizer fucking nos dois sentidos pq ele é uma benção do senhor aleluia aleuiá, pq passa sempre onde preciso. mas fuckiing no pior sentido possível pq o novo motorista (eu adorava o velho, mas fica pra outro post) é um louco. além de correr demasi ele não respeita horários, e eu fiquei mais de 40 min esperando, sendo que o horário dele passar é 12:30. bom, whatever, life is a bitch and shit happens. tava na minha colocando minha faixa azul na cabeça, o fucking bus para num ponto e um garoto fica me encarando, tipos, um garoto que IA entrar no ônibus, entao, óbvio, não fiquei olhando. o menino entrou e tinha 10, DEZ, lugares vagos, cadeiras sozinhas meixxxmo, mas o QUÊ? ele sentou do meu lado. e quando eu o vi passando na roleta eu pensei: "merda, ele vai sentar do meu lado."
(pausa para responder o menino mais lindo no msn. tipos, adoro que ele vem falar cmg?)

- oi, fiquei te olhando desde lá de fora.
- hum. tá.
- vc não quer papo não, né?
- ah, não, tudo bem. pode falar.
- meu nome é..
- putz, meu ponto chegou. pode levantar pra eu passar?
- ah claro, mas...
- valeu, amigo. até mais!


ah, só dois pontos antes do meu.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Cansei de me importar com quem não se importa comigo e de gostar de quem não gosta de mim.
Ocupa muito tempo do meu tempo e eu já não tenho esse tempo todo.

Um desabafo. Beijos.

quarta-feira, 23 de julho de 2008


Como ele disse pra mim: contraditória! e eu acrescento: complicada e complexa hahaha, mas só ás vezes..Um paradoxo perfeito. Tipo descontração banal, de quem toma uma ginger lemonade numa tarde de derby em Ascot - Inglaterra, um mocaccino pelas calçadas parisienses, uma coca-cola no Central Park em NY ou uma água de côco na orla carioca. Tentação, pelo jeitinho meigo de qm saiu de um baile de cinema, algo como o baile do filme Peggy Sue, algo como mocinha que tenta o mocinho num velho faroeste, um frescor de sessão da tarde, uma matinê que derrete tiozinhos e os seus desejos acumulados enquanto viam a garota transformar sua inocência em um pecado de mulher..

Estar só na companhia de um bom livro nunca é problema, castelo, reis, princesas e culturas diferentes são fascinantes. Admiro o poder do amor, e o grande e complexo paradoxo em que é envolvido.. Meu gosto é ás vezes contestado, mas sinceramente, a partir do momento que você segue a sua verdade, você deve estar pronto para ouvir desagrados e opiniõs divergentes.Ás vezes sonho sozinha. Imagino mil coisas, e torço para que aconteçam. Aristóteles seria meu fã, e tenho dito!! Hahaha

Preciso de um mochilão pela Europa, de trem, vendo o pôr-do-sol, falando francês, e piadinhas gostosas, de preferência na companhia perfeita.... tudo isso, e não preciso de mais nada nessa vida!

p.s: Apenas de um cartão telefônico e um orelhão..Anyway, tudo na teoria sempre é mais fácil. Mas cmo já dizia Cazuza quem tem um sonho não dança.. :)...e patricinha is your holly mummy ;D

segunda-feira, 21 de julho de 2008


Don't worry 'bout a thing. Cuz every little thing is gonna be alright.
É clichê essa frase, e normalmente quem fala é porque não vive um problema ou não tem a noção do que está acontecendo. Mas por incrível que pareça, ela é verdadeira. Os momentos mais tristes que vivi, logo vieram boas coisas e bons momentos.
Por exemplo, quando eu perdi meu celular, conheci meu ex-namorado. Quando meu avô morreu, reaproximaram-se vários amigos. Quando tem problemas aqui em casa, hum..aí sempre demora a acontecer boas coisas..mas sempre acaba com meu pai gritando demais e depois vindo pedir desculpas.
Enfim, o que eu quero dizer é que por pior que as coisas possam parecer, sempre há outras bem piores, que te consolam ou te fazem refletir.
Mas qualquer coisa, se precisar, é bom ter um amigo de braços abertos. Um abraço, uma conversa, um ombro. E eu to aqui.
É isso...

domingo, 6 de julho de 2008

Naquele dia, Sofia acordara com um mau pressentimento. Mas ignorou-o assim que se levantou e foi tomar seu banho matinal, esquecendo toda a angústia que tivera por alguns momentos.
Foi do jeito que fazia todas as manhãs. Levanta, entra no banheiro, tira a roupa e examina seu corpo magro, logo abre o chuveiro e espera a água esquentar, enquanto escova os dentes. Sempre assim, sempre comum. Nunca muda e nunca mudou. Sofia é previsível e faz questão de sempre ser. Aquele dia acordara angustiada, mas não aceitava mudanças, queria acordar e fazer as coisas de sempre, mas algo a dizia para não fazer e ir ao quarto de sua mãe...

continua

quinta-feira, 3 de julho de 2008

O quê é o amor?



Boa pergunta...

Continuo presa a esse amor que tenho pela liberdade... Quero a alucinante força da verdade pra mim. Essa gosma restante de vida não ineteressa. Eu quero o brilho da vontade, a explosão do antes contido, a escolha da entrega, o mergulho do escuro, o cheio do vazio, o amor ao NADA, ao IMPURO, ao PERVERSO... Eu quero amor a tudo, eu grito amor a tudo! Quero ser mastigada pelo carinho, contaminada pela alegria!! Deixa vir!! Deixe-me ir!! Quero a a beleza do estranho, a estranheza do absurdo, a lucidez do louco.
Eu quero muito, mas não quero tanto...
Eu só quero o mundo, até que ele não me queira mais...

quarta-feira, 2 de julho de 2008


Eu to fazendo planos. Viajo daqui a 50 dias, não sei cidade nem família hospedeira. Mas estou fazendo planos. (Bizarro o que acabou de acontecer, fui imprimir uma foto de eu com um amigo para levar na viagem, imprimiu o rosto dele numa página e o meu em outra, tipo...nós vamos nos separar, mas td bem..voltando..) Eu to fazendo planooooooooooooos! E qual o problema de fazer planos? A frustração de que nada aconteça.
E ainda eu fico ouvindo comentários e planos de viagens. Eu quero muito que certas coisas aconteçam. Quero muito que o Renan vá para a Europa e que passemos Reveillon juntos, e que eu possa ver o Gustavo em algum cantinho daquele continente. Quero ver o Lucas em março, a Kaia, Melina, Neele, Elisa, Carola, Felix. Quero visitar meus amigos que vão viajar comigo. O Davi, a Comis, a Laila, o Pittol, a galera da Dinamarca, da Alemanha. Quero passar um reveillon em Barcelona, andar de mobilete pelas ruas de Paris, conhecer as vilas de Toscana e beber um Eiskaffee na Áustria. Quero conhecer as paisagens geladas da Noruega, tomar um porre na Dinamarca e sentar em um pub inglês. Ou quem sabe pegar chuva em Dublin, conhecer os jardins da Irlanda, pirar em Amsterdã e depois curtir uma Liege na Bélgica. Quero conhecer as montanhas da Suiça, levar o ri para conhecer minha cidade, tomar um café com chocolate no frio e curtir a noite de Zurique. Quero fazer uma festa na sauna na Lituânia, ir num bar medieval na Estônia e ser cantada em letão na Letônia. Quero passar frio e visitar museus na Polônia, conhecer as belezas e a noite de Praga e visitar o castelo da cinderella na Alemanha. Quero conhecer Santorini de barco e beber numa ruína vendo a lua cheia refletir no mar.
Eu quero tudo, tudo e nada. Se algumas coisas se realizarem já será muito bom.
O que importa é que tudo valha a pena. Espero ter the time of my life.
Espero que alguns sonhos se realizem aqui no Brasil. Mas esses não dependem de mim.
Estou em conflitos. Comigo mesma.
E eu simplesmente não consigo relatar aqui.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Oi,
O que eu faço?
E se Einsten não tivesse existido?
E se o nazismo tivesse vencido?
E se Trotski tivesse assumido a URSS e não Stalin?
E se eu fosse diferente?
E se eu tivesse mais força de vontade?
E se ele gostasse mais de mim?
E se House não tivesse um buraco na perna?
E se John Lennon não tivesse morrido?

...

Algumas coisas acontecem pq acontecem... blé ;(

sábado, 14 de junho de 2008


Eu acho que música faz o momento.. E acho que sem música as coisas não têm a mesma emoção. Por exemplo, se eu escrevo o trecho "cuz every little thing, is gonna be alright.." de Bob, não tem o mesmo impacto se tocado com a batida original da musica. A batida nos faz lembrar de algum momento especial, eu lembro nas minhas férias na praia, mas meu primo se lembra de uma reunião com uns amigos que ele ouviu Bob pela primeira vez num violão, bebendo vinho de garrafa e comendo em prato de plástico. Detalhes. Genial, né. O impacto da música... O que seriam dos momentos se não fossem as músicas para nos fazer lembrar dos mesmos. Talvez uma fala, uma conversa, mas a música...ah, a música. Ouvir Beatles é bom, Pink Floyd, até Amy Winehouse.. mas é bem melhor ouvi-los e se lembrar daquele rock, daquele fim de semana na casa do seu primo no Rio de Janeiro ouvindo Back to Black no maior som, ou cm o nascer do sol na praia ouvindo Wish you were here. Lembrar daquele show ouvindo All my Loving ou "You're gonna lose that giiirl.." e fazer competições com a irmã ou a melhor amiga pra ver quem descobre primeiro de onde se lembram daquela música ou "aquela música é a cara de onde". O que seria daquela viagem ao recife, viver um amor de verão na praia, sem lembrar de Ivete Sangalo ou Babado Novo no início de carreira, ou daquele hotel fazenda ouvindo "Vc nao soube me amar" ou "Bem que se quis" no karaokê. Até os filmes, as músicas dos filmes... toda vez que vejo Shrek, eu lembro do momento da minha vida que me viciei em All Star e decorei na marra.. ou da época da minha vida que eu dividi com um amigo, que nunca mais vi, minha paixão por Moulin Rouge, e com ele cantava TODAS as músicas. Sweet Home Alabama faz muito mais sentido nas viagens, e até Happy Birthday tem um sentido especial após ver Marylin cantando pro Mr. President. O movimento tropicália é todo MÚSICA, e os anos 80 também. Cazuza e Renato Russo seguidos pelos anos 90 com Backstreet Boys e Spice Girls, e eu e minhas amigas dançando exaustivamente as coreografias totalmente copiadas dos programas de tv. A música é um grito de liberdade, uma forma de expressão, Chico Buarque na ditadura fazia letras incríveis criticando nas entrelinhas tais repressões políticas. A música é a voz, expressão, memória e coração. Não precisa saber tocar nem cantar para admirar. Sem música a gente não é nada, até o nada não é ninguém...

domingo, 25 de maio de 2008

"Fico cinco minutos na frente do papel em branco, buscando palavras. Nestes cinco minutos, o mundo gastou 10 milhões de dólares em armamentos e 160 crianças morreram de fome ou de doença curável. Ou seja: nestes cinco minutos de minhas dúvidas o mundo gastou 10 milhões de dólares para que 160 crianças pudessem ser assassinadas com total impunidade na mais guerra das guerras, a mais silenciosa, a não-declarada, que se chama PAZ."

*comunista, feminista e colorada, às vezes..

sábado, 24 de maio de 2008

Dos estimados 6 bilhões de habitantes do mundo, cerca de 1 bilhão passam fome;
1,2 bilhão vivem com menos de um dólar por dia;
2 bilhões não têm acesso a água potável;
1 bilhão sofrem de anemia
Segundo a ONU, 8 milhões de crianças falecem por ano porque não têm o que comer.
A média de mortalidade por falta de alimentação equivale a nove World Trade Center por dia, ou 36 mil pessoas, para fazer uma comparação com a maior tragédia da atualidade – as estimativas vão de 24 mil a 82 mil óbitos diários.

E tal assunto virou clichê, porém não se tornou menos grave e importante. E aí? O que VOCÊ está fazendo para mudar o mundo?

Fernando Pessoa/Ricardo Reis


Eu simplesmente adoro Fernando Pessoa, e meu heterônimo favorito é Ricardo Reis. Por isso, exibirei aqui minha dissertação sobre o mesmo.


Ricardo Reis é um dos mais conhecidos heterônimos de Fernando Pessoa, e em seus poemas reflete alguns sentimentos do autor em relação a sua vida. Nasceu na cidade do Porto, em Portugal, e estudou em um colégio de jesuítas. Formou-se em medicina e expatriou-se de Portugal em 1919, quando o mesmo tornou-se república e como Ricardo era monarquista, veio, então, para o Brasil.
Ricardo Reis era latinista e semi-helenista, o que explica seu constante uso de termos latinos e a constante referência aos deuses da Mitologia Grega, já que o helenismo designa-se pelo período da história da Grécia compreendido entre a morte de Alexandre, O Grande, e a anexação das ilhas gregas por Roma. Já o latinismo é o uso do latim e de termos latinos. Escreve, então, suas poesias em Odes, que é uma composição poética que surgiu na Grécia Antiga, e caracteriza-se pelo tom sublime com que trata determinados assuntos, assim como Ricardo Reis faz em suas poesias.
O estilo usado por Reis é o Neoclassicismo, que prega o Bucolismo e o Pastoralismo, ou seja, o contato direto com a natureza e a conseqüente paz de espírito, na tentativa de alcançar o equilíbrio. Demonstra sua angústia sobre a efemeridade da vida e o medo da morte e do envelhecimento, portanto segue os princípios do Carpe Diem, que pregam o aproveitamento de cada dia ao seu máximo. Exemplos de Carpe Diem são percebidos nos versos: “Assim façamos nossa vida um dia / Inscientes, Lídia, voluntariamente / Que há noite antes e após / O pouco que duramos.”, “Como se cada beijo / Fora de despedida / Minha Cloé, beijemo-nos, amando.”. No primeiro trecho também percebe-se a questão da efemeridade da vida, bastante utilizada por Ricardo Reis, também observada em: “Coroai-me de rosas, / Coroai-me em verdade / De rosas - / Rosas que se apagam / Em fronte a apagar-se / Tão cedo! / Coroai-me de rosas / E de folhas breves. / E basta.”. E também a forma como trata a juventude e a chegada da velhice: “Já sobre a fonte vã se me acizenta / O cabelo do jovem que perdi. / Meus olhos brilham menos. / Já não tem jus a beijos minha boca. / Se me ainda amas, por amor não ames: / Traíras-me comigo.” Onde ele deixa claro que o jovem que era, se perdeu com a chegada da velhice, e ele já não se parece mais com si próprio.
Ao analisar as poesias de Ricardo Reis, nota-se nitidamente que o autor exalta o fim inexorável de todos os seres vivos, que é a morte, e também a efemeridade da vida, a busca de estratégias de limitação do sofrimento, entre outros. E ao ligar tais fatos a um filme, encaixa-se nesse perfil, o filme “Um amor para recordar” de Adam Shankman. O filme conta a história de um jovem sem limites, Landon Carter, que como punição por seus atos de rebeldia é obrigado a fazer parte da peça da escola. Lá conhece Jamie Sullivan, uma garota excluída que o ajuda a estudar. Os dois se apaixonam, começam a namorar quando ele descobre que ela é portadora leucemia. Então o protagonista faz de tudo para que sua amada seja feliz e tenta mascarar sua morte inevitável fazendo-a aproveitar o máximo de cada dia e tenta realizar todos seus desejos antes de sua morte.
O fato de o protagonista tentar iludir o sofrimento, a brevidade da vida devido à doença da personagem, a morte inevitável e inclusive o carpe diem visto nas atitudes de Landon, demonstram características encontradas nas poesias de Ricardo Reis. Quando Ricardo Reis escreve: “A flor que és, não a que dás, eu quero.”, exalta o amor pela pessoa em si, não pelo que a pessoa pode oferecer, que é o que acontece no filme, quando o protagonista ama sua parceira pelo que ela é, abdicando de sua liberdade e popularidade para ficar com a amada.
Aspectos da história de Fernando Pessoa são perceptíveis nas poesias de seu heterônimo Ricardo Reis. Ao fazer uso constante da efemeridade da vida e da morte inevitável, conduz ao fato de seu pai e seu irmão terem morrido tão cedo. O autor também escreve diversas vezes sobre a incerteza do futuro, o que nos remete ao fato de Fernando Pessoa ter tido uma juventude repleta de mudanças de casas e de países.
Apesar de ser latinista e semi-helenista, a formação em escola religiosa mostra o lado católico de Ricardo Reis, que cita inúmeras vezes, em suas poesias, Lídia, que na história, foi a mulher que acolheu Jesus Cristo, quando o mesmo fugia, e uma das primeiras cristãs do mundo, que propagava fielmente sua religião. Por ter sido criado pela avó grande parte de sua vida e ser órfão de pai, Fernando Pessoa sentia-se sozinho e ficava horas refletindo, então, existe a possibilidade de invocar Lídia em busca de acolhimento. Reis também cita diversas vezes Cloé, que foi uma jovem que vivia no campo, em harmonia com a natureza e sob a benção dos deuses, fatores que se encaixam em seu estilo.
Fernando Pessoa é considerado por muitos um enigma. E a criação de diversos heterônimos gera um enorme interesse em torno desse autor, que até hoje, é estudado e admirado por inúmeras classes e pessoas.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Eu gosto tanto desse seu jeitinho, deitar no seu colo e vc apoiar seus braços em mim.
De conversar e rir com você, ou de vc. Porque convenhamos, não é algo difícil de se acontecer.
Gosto das suas risadas, e até da sua implicância. Das suas restrições e vontades..
Ah, eu me encanto tanto.
Please don't go away..

quarta-feira, 14 de maio de 2008


O aborto é um tabu. Uma polêmica que envolve a lendária rivalidade entre ciência e igreja. O tema analisado choca é cruel, mas é real. Essa polemização do assunto cresce de acordo com as circunstâncias em que o aborto é exercido.
Torna-se fácil criticar tal ato, condenar, dizer que não se pode descartar uma pessoa sem ao menos tê-la conhecido, e que se deve conceder a oportunidade de desenvolvimento do embrião, quando não ocorre em sua casa. E talvez mais compreensível quando compreende-se que o aborto foi feito por ser uma gravidez decorrente de estupro, uma gravidez precoce ou em um ambiente inapropriado e sem condições de se criar um bebê. Mas ao mesmo tempo o aborto forçado não deixa de ser uma forma de assassinato, por matar um ser humano. E daí vem a discussão com a Igreja de quando o embrião é considerado um ser.
Esse assunto é justamente uma polêmica, pelo fato de ambos os fatos terem fortes argumentos a seu favor. O que torna difícil uma decisão prematura, sem muita análise. Eu, no entanto, sou a favor da legalização do aborto em casos extremos, e não da banalização do mesmo, pois de bebês abortados, poderiam ter saídos gênios ou pessoas que fariam a diferença no mundo atual, tão pobre em revoluções e justiça.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Não lembrei nada nada para comentar, acho também que nem precisa né.
Aliás: Hahahahahahha

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Não sei se me conhecem direito, apesar de meus sentimentos metafóricos estarem eufemisticamente relatados nesse página, mas não, não me conhecem direito..

Como Amelie, eu odeio como nos filmes antigos os motoristas não prestam atenção na estrada. Adoro procurar erros de sequência em filmes, adoro escrever com a caneta do meu pai e o cheiro do cigarro de menta que ele fuma quando chove. Adoro passar em frente a antiga casa do meu vô, e lembrar do pé de carambola que eu subia, da amarelinha e do banho de mangueira. Adoro ir ao café bamboo e tomar um frabamboo e comer quiche lorraine. Adoro ouvir minha cachorrinha respirando e a alegria com que ela me acorda de manhã. Adoro o abraço, o carinho e principalmente as risadas das crianças. Adoro o sorriso dele, o jeito com que me olha, o jeito com que diz que me ama com tanta facilidade.. mas odeio muito o que vem depois.

odeio, odeio muito o que vem depois.. falar é sempre fácil..

domingo, 20 de abril de 2008

Eu não sei pq... ele mexe comigo, sempre!
Esse cara dos olhos escuros, com um sorriso lindo, pq ele faz isso comigo?
Podem ter mtos na minha frente mas eu só enxergo ele.
Sim! definitivamente eu sou apaixonada por ele, será que algum dia ele vai olhar pra mim?
Pq se ele olhar eu tenho certeza que eu posso fazer ele feliz, ele naum percebe mais eu sei que sou quem vou fazer ele feliz, feliz, feliz, feliz...

quarta-feira, 19 de março de 2008

Ás vezes te odeio por um segundo,
depois te amo mais.

Teus pêlos, teu gosto, teu rosto, tudo
Que não me deixa em paz...

terça-feira, 18 de março de 2008


Na infância dos meus sonhos haveria crianças satisfeitas e felizes, não haveria os pequenos rostos com fome nem sonhos com cicatrizes. Haveria guerra, disputa, por que não? Mas a morte seria entre eles, as crianças e inocentes protegerão. Teria escola, lazer e hospital. Doenças curadas, dores vencidas, prazer de ter prazer, futuro possível, concreto, real.
As crianças são nosso futuro, as mesmas que passam fome, sofrem abusos e fazem trabalhos braçais. Crianças na rua fogem da realidade, dopam-se com drogas, para curar o frio, a dor, a fome. O nosso futuro não sabe ler, não vive o prazer, não é nutrido e da realidade não gosta.
O que se espera dessa geração? A pergunta é abrangente. Ao mesmo tempo em que a economia é tratada, as pessoas que a manusearão no futuro são rebaixadas e esquecidas. O povo brasileiro vive o hoje, tem memória curta. O Brasil não tem povo, tem público. E como diz o bom brasileiro: "Deixa a vida me levar..."
Pois então, vida leva eu!

sábado, 15 de março de 2008


Ser capixaba é ter ginga nas ladeiras.
A graça leve das garças, frenesi de beija-flor.
É gostar de moqueca e peroá, de apfel-strudel, angu... na melhor tradição alemã/italiana.
É escrever poesia, sonhar editar um livro, é isolar-se ao luar, pra cantar canções de amor.
É torrar na praia até as quatro horas, e à noite sair pra badalar.
É ser jovem eternamente - desaniversariar.

Ser capixaba é batalhar idéias e ideais.
É ir em romaria ao Convento, seguir os passos de Anchieta, nossa tupiniquim "Compostella".
É jogar futebol na areia, e se achar um craque.
É surfar as verdes ondas, descer o Jucu de caiaque.
É pecar de gulodice e se entupir de bombom.
É saber ouvir no vento, as cantigas das marés, e cantar pra todo mundo, que o bom daqui é viver!

sexta-feira, 14 de março de 2008

Suástica x Direitos Humanos x Miséria


Imagem que vale mais que mil palavras.

Pense.

quinta-feira, 13 de março de 2008


Hoje ela foi à Europa, e me abandonará por 2 semanas.
É estranho como sentimos falta de alguém quando esse alguém não está presente, mas em sua presença não damos tanto valor. As pessoas nos conquistam com seu jeito, seu abraço, sua demonstração de carinho, seu sorriso. Um amigo é aquela pessoa que você sabe poder contar. Ele estará lá. E isso acontece sem a espera de algo em troca. Uma amizade verdadeira, assim como atos bondosos sem esperar algo em troca, são dignos de serem valorizados, e, atualmente, mais que nunca, devido ao grande sentimento egocêntrico e a falta de lealdade e confiança.
Por isso quando dizem que vivemos um pensamento Heliocentrista, digo que além de Heliocentrista vivemos um mundo Egocentrista. Ter vantagem decorrente da "desgraça" de alguém é normal, é usual, é comum...mas não é certo.
Por isso devemos valorizar nossos amigos, os verdadeiros principalmente, e nunca deixá-los esquecer o quanto são importantes para nós.
Amiga, eu te amo!


sábado, 8 de março de 2008

Não é que ás vezes dá uma vontade de dizer: "Bin Laden, aqui também tem duas torres!" ?

E aí?

Temática: “Veto do carro alegórico ‘Holocausto’, da escola de samba Viradouro.

Analisar a atitude da juíza.
Opinar sobre os argumentos utilizados pelo presidente da comunidade judaica.

A atitude da juíza não foi sensata. Foi incoerente com a liberdade de expressão, e, de certa forma, colocou o povo judeu em um patamar mais elevado, pois a escravidão, a discriminação de índios e nordestinos, entre outros temas, também foram retratados anteriormente no carnaval, e não obtiveram a mesma atenção e cuidado. A juíza também não se preocupou em ouvir ambas as partes, pois o Holocausto foi um dos maiores genocídios do mundo e um marco na história mundial. O que serviria para desalienar milhares de pessoas. O carro alegórico não estava destratando ou utilizando de escárnio em relação o relação ao povo judeu, tanto que no holocausto também foram mortos negros e homossexuais, e estes não se sentiram diminuídos e afetados por haver uma alegoria retratando uma importante, porém infeliz, época da história, na qual morreram milhares de inocentes.
O que pode-se concordar com a reclamação da comunidade judaica, é o fato de, sobre os corpos mortos, haver a figura de Hitler, sorrindo e comemorando. O que é questionável. O presidente da comunidade judaica possui o direito de reclamar, como todo cidadão possuiria, mas não o de punir uma escola de samba, que serve como diversão e aprendizado para o povo.
A época da ensura já terminou. Será que Diogo Mainardi terá que redigir receitas de bolo? Ou a revista Veja deverá ensinar artesanato? Por que não ensinar sobre o Holocausto, mesmo que seja no carnaval? O conhecimento e a liberdade de expressão foram vetados nesse acontecimento. Em pleno século XXI.

sexta-feira, 7 de março de 2008


Ás vezes a dúvida te domina.

Invade sua cabeça, enlouquece o seu corpo.

Mata de culpa, e de prazer.

Se perguntam o que fazer, um temor, gelado, sobe pelo corpo, arrepiando cada fio, e estremecendo de acordo com seus pensamentos.

Correr atrás.

O tempo passa, e as descobertas são inúmeras.

Agora entende-se o sentido de paradoxo.

Um paradoxo perfeito.

"E se..."

Devora sua mente.

Não se pensa em mais nada.

Somente do que há por vir.

E isso, O tempo dirá.
foto: Vista da minha casa em guarapari.

quinta-feira, 6 de março de 2008


Não entendo e não aceito, nesse nosso mundo, haver a fome. Isso tornou-se tão clichê, que as pessoas não se surpreendem mais. Parece que gente passando fome é algo normal. E, alienados que somos, aceitamos que todo dia isso se torne mais evidente. Consumo = Felicidade. O consumo capitalista de produtos e bens de consumo supera-se a cada minuto, na mesma proporção que uma criança morre na África.
A comida existente no mundo é suficiente para alimentar a todos, mas, alimentando a todos, não estaríamos alimentando o bolso daqueles que regem, indiretamente, nossas vidas. Se todos estivessem comendo, quem compraria o produto? Prejuízo. Como o caso das batatas, aqui no Brasil, que teve uma superprodução, e ao invés de doar o que sobrara aos mais necessitados, para ajudar, mesmo que temporariamente a combater a fome, preferiram queimá-las a terem seu produto desvalorizado.
Os países que hoje fingem ajudar, são os mesmos que na hora que conviu, exploraram as nações ao máximo. Não se sabe se é hipocrisia ou marketing (se bem que um não anularia o outro), mas, se estivessem ajudando, alguma melhora seria vista. A retirada ou falência das tropas da ONU em países africanos, é prova disso.
Na história estudamos o Imperialismo, que dividiu o território africano entre os países europeus. Essa divisão fez com que tribos distintas fossem obrigadas a dividir o mesmo território. E isso até hoje causa guerras civis brutais, que mata, junto com a AIDS e a fome, milhares de africanos em estado deplorável.
E a cada dia que passa as coisas pioram e ninguém vê. O povo está cada dia mais alienado ao mundo e ao que nele acontece. Os políticos e governantes deveriam tentar mudar a situação miserável de seus países, ou daqueles que sofrem com seus atos capitalistas. Mas, citando como exemplo o Brasil, o nosso país não tem povo, tem público. E além disso tem memória fraca. Assistem à roubalheira diária e só falta bater palmas. Collor, Lula, e cia, continuam no poder. Clodovil, Gretchen, Rita Cadillac, foram eleitos pelo povo para representá-los. A política é coisa séria. Em um país europeu não aconteceria o que aqui acontece, o engajamento dos jovens é muito grande. Aqui a política é deixada de lado, esquecida. E é exatamente isso que quem está no poder busca. Enquanto nossos jovens se preocuparem com quando vai ser o show da Ivete ou quem foi eliminado do Big Brtoher, nossos representantes estarão satisfeitos. Daí o motivo das eleições serem próximas a grandes eventos, como a Copa do Mundo. O futebol e o entretenimento regem o nosso país.
E assim é todos os dias. O quê eu posso fazer? Reclamar, discutir, debater, tentar colocar na cabeça dos outros o meu ponto de vista, para ver se abre e surgem algumas idéias, opiniões, ações? Isso eu faço. Ás vezes consigo, mas meu campo de ação é muito pequeno ainda. Um dia isso vai mudar, a ONU que me aguarde, hahaha.
Preocupo-me com as crianças, e isso me encaminhou ao trabalho voluntário. Preocupo-me com o meio ambiente, e nessa ONG dou aulas de Ed. Ambiental. Mas também me preocupo com meu futuro e objetivos. Tenho medo da frustração, odeio o sistema de cotas das universidades federais, mas tento não pensar muito nisso.
"Sacrificarei" meu tempo em função de evitar frustração, e, de certa forma, se tudo der certo, vou recuperá-lo passando de primeira na PUC-RJ ou no gradual da UNB. E o TOAFL (Test of English as a Foreign Language ), será que passo bem? Para entrar em Harvard preciso ter 600 pontos no mínimo, será que consigo? Quero, lá, fazer cursos tipo pós-graduação. Sera que é um dinheiro bem gasto?
Ficar me perguntando não adianta nada. Tenho que estudar e me esforçar, informar-me, que, de fato conseguirei. Sem esforços -> sem ganhos.
Minha vida pessoal pode ser prejudicada. Mas pretendo manter meu coração calmo e tranquilo. Quero alguém que me entenda e apoie, e que eu possa confiar. Meu lazer, família e amigos nunca os deixarei de lado.
E ah...e o alemão, o francês, o inglês, o espanhol, o italiano e o chinês? Vão, ou irão, bem. Espero.
Sei que ninguém vai ler isso, mas escrever me faz bem. E se você leu, espero que não me acho uma louca-burguesa-revolta-sonhadora. Nem qualquer um desses adjetivos.
Maria Eduarda

segunda-feira, 3 de março de 2008

E esse é jogo
jogo perigoso
vive quem pode
não quem quer

um sorriso disfarçado
uma vontade de viver
um sentimento engasgado
a dor de ser
o q é
cansei,
de que?

aiai

dorme menina
amanhã o dia é longo
já avisa a buzina
dos sonhos encantados
que tivera,
menina.
Se de mim tu gostas já não sei
Mas eu vivo meu pesar
Sem saber
Sem nada esperar
E nem a fuga me consola
Da realidade que me consome
E almejo num apelo
Que me queira, que me ame
E o pesar das palavras
que ouço sem cessar
Engulo num soluço
E finjo que não ouço
que não sinto
que não percebo.
E é desse jeito
Com esse sorriso
Com essa vontade
Que me dá saudade
E aperto no peito

Sou menina
Nos seus braços sou mulher
E nos seus beijos e pensamentos
Serei quem quiser

Vamos nos permitir
Prosear, divertir
E nunca pensar
Que não vale a pena sonhar

Ah, esse cara tem me consumido
Aperta a vontade
De tê-lo em meus braços
De amá-lo em meu peito
E dizer que o quero
Mais e mais

O sorriso que me fisga
O trejeito que me toca
Sonho, penso, almejo
Que aquele desejo
Se materializará

E se for pra morrer
Que seja de felicidade
Ao contrário dos boêmios
Que morriam de saudade

E a negra acorda cedo
Faz café
Arruma criança
E no clarear do céu
Sai a pé


Ê neguinha
Seu lixo, suas vaidades
Que beleza pretinha
Nessa cidade
Que junto a você
Mora a desigualdade.

E quando toca o samba
Os anseios que divergem
Juntam-se na vontade
E extravasam ditosos

E o samba que toco
Não me esqueço mais
Do menino que sorria
Um sorriso gostoso
Uma alegria fulgás

E fujo da realidade
No meu samba enredo
Vou fazendo minha história
E nela desfilo sem medo

De piscadela à carícias
Do menino a mim
Um beijo, um toque
Meu samba fez-se assim

E de nota em nota
Vão raízes desabrochando
E com seu filho, o samba,
Casais vão encantando

Meu menino eu guardo
Guardo e protejo
E deixo para as outras,no samba no terraço,
Exalarem seus desejos.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Voe

Que a vida te dê asas
Que tu voes sem cessar
Belas asas passarinho
E assim, tão bonitinho
Lá te vejo a voar

Voe passarinho
Voe sem fim
O sofrimento é só a primeira parte
O resto, a liberdade
Tu conquistas lá no ar

Te quero pequeninho
Te adoro do umbigo
Te quero comigo
No meu ninho
Passarinho

Amo-te
Cuido-te
À boca
Ao coração
Beijo-te



Maria Eduarda Gimenes