quinta-feira, 6 de março de 2008


Não entendo e não aceito, nesse nosso mundo, haver a fome. Isso tornou-se tão clichê, que as pessoas não se surpreendem mais. Parece que gente passando fome é algo normal. E, alienados que somos, aceitamos que todo dia isso se torne mais evidente. Consumo = Felicidade. O consumo capitalista de produtos e bens de consumo supera-se a cada minuto, na mesma proporção que uma criança morre na África.
A comida existente no mundo é suficiente para alimentar a todos, mas, alimentando a todos, não estaríamos alimentando o bolso daqueles que regem, indiretamente, nossas vidas. Se todos estivessem comendo, quem compraria o produto? Prejuízo. Como o caso das batatas, aqui no Brasil, que teve uma superprodução, e ao invés de doar o que sobrara aos mais necessitados, para ajudar, mesmo que temporariamente a combater a fome, preferiram queimá-las a terem seu produto desvalorizado.
Os países que hoje fingem ajudar, são os mesmos que na hora que conviu, exploraram as nações ao máximo. Não se sabe se é hipocrisia ou marketing (se bem que um não anularia o outro), mas, se estivessem ajudando, alguma melhora seria vista. A retirada ou falência das tropas da ONU em países africanos, é prova disso.
Na história estudamos o Imperialismo, que dividiu o território africano entre os países europeus. Essa divisão fez com que tribos distintas fossem obrigadas a dividir o mesmo território. E isso até hoje causa guerras civis brutais, que mata, junto com a AIDS e a fome, milhares de africanos em estado deplorável.
E a cada dia que passa as coisas pioram e ninguém vê. O povo está cada dia mais alienado ao mundo e ao que nele acontece. Os políticos e governantes deveriam tentar mudar a situação miserável de seus países, ou daqueles que sofrem com seus atos capitalistas. Mas, citando como exemplo o Brasil, o nosso país não tem povo, tem público. E além disso tem memória fraca. Assistem à roubalheira diária e só falta bater palmas. Collor, Lula, e cia, continuam no poder. Clodovil, Gretchen, Rita Cadillac, foram eleitos pelo povo para representá-los. A política é coisa séria. Em um país europeu não aconteceria o que aqui acontece, o engajamento dos jovens é muito grande. Aqui a política é deixada de lado, esquecida. E é exatamente isso que quem está no poder busca. Enquanto nossos jovens se preocuparem com quando vai ser o show da Ivete ou quem foi eliminado do Big Brtoher, nossos representantes estarão satisfeitos. Daí o motivo das eleições serem próximas a grandes eventos, como a Copa do Mundo. O futebol e o entretenimento regem o nosso país.
E assim é todos os dias. O quê eu posso fazer? Reclamar, discutir, debater, tentar colocar na cabeça dos outros o meu ponto de vista, para ver se abre e surgem algumas idéias, opiniões, ações? Isso eu faço. Ás vezes consigo, mas meu campo de ação é muito pequeno ainda. Um dia isso vai mudar, a ONU que me aguarde, hahaha.
Preocupo-me com as crianças, e isso me encaminhou ao trabalho voluntário. Preocupo-me com o meio ambiente, e nessa ONG dou aulas de Ed. Ambiental. Mas também me preocupo com meu futuro e objetivos. Tenho medo da frustração, odeio o sistema de cotas das universidades federais, mas tento não pensar muito nisso.
"Sacrificarei" meu tempo em função de evitar frustração, e, de certa forma, se tudo der certo, vou recuperá-lo passando de primeira na PUC-RJ ou no gradual da UNB. E o TOAFL (Test of English as a Foreign Language ), será que passo bem? Para entrar em Harvard preciso ter 600 pontos no mínimo, será que consigo? Quero, lá, fazer cursos tipo pós-graduação. Sera que é um dinheiro bem gasto?
Ficar me perguntando não adianta nada. Tenho que estudar e me esforçar, informar-me, que, de fato conseguirei. Sem esforços -> sem ganhos.
Minha vida pessoal pode ser prejudicada. Mas pretendo manter meu coração calmo e tranquilo. Quero alguém que me entenda e apoie, e que eu possa confiar. Meu lazer, família e amigos nunca os deixarei de lado.
E ah...e o alemão, o francês, o inglês, o espanhol, o italiano e o chinês? Vão, ou irão, bem. Espero.
Sei que ninguém vai ler isso, mas escrever me faz bem. E se você leu, espero que não me acho uma louca-burguesa-revolta-sonhadora. Nem qualquer um desses adjetivos.
Maria Eduarda