terça-feira, 3 de março de 2009

Parte I

Parte I
Na casa de veraneio, as tardes passavam num flash.
Um feixe de luz adentrava a janela, contrastando com a escuridão das cortinas de seda.
O brilho do sol flagrava a pele branca da menina, que dormia com o vestido marcando suas formas e revelando seus enrijecidos seios que levemente saltavam do tecido.
A menina tinha longos cabelos claros e cheios, um olhar profundo, a recende perda da inocência revelada.
A menina banhava-se iluminada pela luz do sol, acariciava os seios e ria brincando com os mesmos, que endureciam nessa brincadeira inocente.
Nesse flash da tarde, na mistura de sentidos, o cheiro de lavanda com gosto de framboesa fresca do jardim, a menina dançava. Dançava como uma borboleta, deixando o vento revelar suas pernas em ligeiros movimentos que fazia com o vestido.
Mulher renascentista, romântica, mulher ou menina. Ao certo não se sabe. Na sua pele alva, ressaltam as veias azuizinhas, sua pele lisa, seu cheiro adocicado.
O menino não se aguentava, saia do sério, homem, macho, alfa. Seus instintos pediam, imploravam. Queria o corpo da menina junto ao seu. A pele branca de macia textura perdendo-se em seus pêlos e músculos.
A fragilidade mediante ao desejo absoluto...
Continua...

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