As linhas que escrevo
Não percebo
E nem dom corleone
Nem al capone
Me impõem medo.
Literatura para uns se foi
Aonde?
Não se tira da noiva o véu,
Da abelha o mel
Do condado o conde
Enfermos, cansados
Macabro, sombroso
Órfãos, spleen
No coração um corte
No sonho a morte,
a noite sem fim.
Assim, o véu da literatura volta
E de volta ao sepulcro, ao esmo
Presságios calabreados ela solta...
E engana o amante enfermo.
A nostalgia de tempos ufanosos
Dos salões de ouro a poeira do sebo!
Sem repúdio aos corações revoltosos
e a ti, leitor, minha literatura concebo...
Maria Eduarda Gimenes*
*crédito ao Pedro Cavedoni por grande inspiração nas duas últimas estrofes.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
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