terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

de longe eu sinto, sentia.
do meu preterito perfeito ao imperfeito,
futuro do preterito e futuro, si só.

a constante é vc,
mexe com meu id, ego, alter ego.
viro narcisista, gabo-me.

escrevo haicais, poesias, cartas, dissertações.
a constante é vc.
cartesiano, não. perfumes, gestos, emoções.

vc é meu oito, não o oitenta.
vc é meu extremo, minha vontade.
oito, na horizontal, infinito. minha verdade.

de longe eu sinto, admito, falhei.
mas erros são humanos, constantes, planos. é empírico.
como desta poesia, o eu-lírico.

mas o que dizer da saudade.
do que nunca tive, do incerto. passado, futuro, presente.
desisto, admito. nao te quero mais ausente.

Maria Eduarda C. Gimenes

ao P.

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