quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Ou eu.
http://paradoxoperfeito.wordpress.com/
sexta-feira, 22 de maio de 2009

segunda-feira, 11 de maio de 2009
Não percebo
E nem dom corleone
Nem al capone
Me impõem medo.
Literatura para uns se foi
Aonde?
Não se tira da noiva o véu,
Da abelha o mel
Do condado o conde
Enfermos, cansados
Macabro, sombroso
Órfãos, spleen
No coração um corte
No sonho a morte,
a noite sem fim.
Assim, o véu da literatura volta
E de volta ao sepulcro, ao esmo
Presságios calabreados ela solta...
E engana o amante enfermo.
A nostalgia de tempos ufanosos
Dos salões de ouro a poeira do sebo!
Sem repúdio aos corações revoltosos
e a ti, leitor, minha literatura concebo...
Maria Eduarda Gimenes*
*crédito ao Pedro Cavedoni por grande inspiração nas duas últimas estrofes.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Maria Eduarda
quinta-feira, 19 de março de 2009
Olha, ainda bem que eu sou comum. Mistério, conquista e jogos, essas brincadeiras com fogo que mulher faz - deus me livre! Meu maior mérito está na constante banalidadezinha medíocre do meu ser. Já imaginou que horror seria se eu fosse única? Se eu entrasse na vida das pessoas, bagunçasse tudo e depois dissesse, jogando os braços pra cima: "Fui!" ? Não,não, eu não.
Eu tenho orgulho de ser a parede creme da sala de estar. Aliás, sala de "ser" por que estar é coisa de gente inconstante, que muda. Aquelas pessoas inacreditáveis com mentalidades geniais que não conseguem gostar da mesma coisa por mais de meia hora.
Tem tanta mulher especial no mundo; mal humor, sensualidade, provocação, apelação, possessão. Manha, manhã, três da noite, quatro da tarde, dois cafés, meia noite, uma dose de rum. Tem mulher rock bem alto, mulher ballet, mulher lágrima. Melancolia, histeria, bom dia, já fui embora, mil cores no cabelo. Mulher música, mulher renda, mulher moda, mulher mil mulher, mulher forte, mulher macho, mulher fêmea, mulher mãe,mulher má. Tanta mulher incrível, tanta mulher igual.
Ainda bem que eu sou comum; do tipo homo sapiens.
quarta-feira, 11 de março de 2009
Todo capixaba tem um segredo de espuma
Uma conversa de duna
Um disse me disse
Todo capixaba é chique
Todo capixaba tem um pouco de beija flor no bico
Uma panela de barro no peito
Uma orquídea no gesto
Um cafezinho no jeito
Um trocadilho na brincadeira
Um congo no andar
Um jogo de cintura
Um chá de cidreira
Uma moqueca perfeita
E uma rede no olhar
Todo mundo de lá desenha nas areias brancas
Compõe nas areias pretas
Todo capixaba tem um verso
Tem um pouco de Anchieta
Todo povo por lá
Tem um certo louco
Tem um certo torto
Uma palavra solta
Uma revoada de colibris
Todo capixaba tem uma força de povo
Tem um pouco de Maria Ortiz.
Toda montanha lá tem um caso
Obstinado com o vento
Uma pedra azul
Um albatroz de convento
De luva e biquini é que eu vou pra lá
Todo capixaba é um evento!!!
sábado, 7 de março de 2009
terça-feira, 3 de março de 2009
Parte I

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Fechou a janela do quarto, sucinto.
A chuva incessante, seu barulho no vidro.
Gota por gota, sentia no peito.
O barulho que fazia nostagiou-me
O cheiro da chuva gelada no ambiente vazio onde estava
Eu na cama escrevia com gotas de imaginação
Gotas das lembranças, dos sonhos, do pra sempre tão finito.
A caneta dançava na minha mão
Bailava horizontal, no ritmo da chuva
Tinha como par a minha imaginação
Sem boas rimas, sem métrica, no meu caderno cor-de-uva
No baile poético que seguia e sugava meu desejo
Com frio, lembrei-me do beijo
Do menino, meu menino, não-tão-menino
Que me viu crescer, tirou-me a meninice, viu a amásia florescer.
Naquela alvorada matinal, com o orvalho das manhãs
A chuva cessava e eu não parava de pensar no amanhã.
No verão quente, no passado recente, na moto pela estrada veloz, do beijo algoz, do menino.
Meu menino não-tão-menino.
Da transformação da vontade, em verdade, em saudade.
Maria Eduarda Gimenes
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
do meu preterito perfeito ao imperfeito,
futuro do preterito e futuro, si só.
a constante é vc,
mexe com meu id, ego, alter ego.
viro narcisista, gabo-me.
escrevo haicais, poesias, cartas, dissertações.
a constante é vc.
cartesiano, não. perfumes, gestos, emoções.
vc é meu oito, não o oitenta.
vc é meu extremo, minha vontade.
oito, na horizontal, infinito. minha verdade.
de longe eu sinto, admito, falhei.
mas erros são humanos, constantes, planos. é empírico.
como desta poesia, o eu-lírico.
mas o que dizer da saudade.
do que nunca tive, do incerto. passado, futuro, presente.
desisto, admito. nao te quero mais ausente.
Maria Eduarda C. Gimenes
ao P.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
meus desejos de menina no pé de carambola no quintal
nas tardes quentes e do banho de magueira, gelatina de morango, chicotinho queimado
seus cabelos brancos, seu sorriso confortante
vc se foi e me deixou, me deixou sozinha, chorando na janela
foi-se contigo uma parte do meu coração, as minhas melhores memórias, e ficou um sentimento saudoso
saudade
a saudade da menina, a saudade do vovô
te amo do umbigo, te amo sem fim.
sábado, 10 de janeiro de 2009
Sou chata!
Sou nova, mas já aguentei problemas que pessoas com o triplo da minha idade não sonharam em ter.
Falo inglês e francês, já morei na Suíça, visitei a França, os EUA, e poucos países sulamericanos, mas antes disso rodei as cinco regiões brasileiras.
Sou voluntária da ONG de apoio a crianças carentes Nossa Senhora das Graças e da ONG de promoção da paz mundial por meio de intercâmbios culturais, AFS.
Prefiro ouvir Manu Chao, Beatles, Los Hermanos, Chico Buarque, Mika, Led Zeppelin e Ventania e a poesia de Leminsky, Martha Medeiros e Vinicius. Assisto de Almodovar a Kubrick, passando, necessariamente, por Tim Burton e Fernando Meirelles.
A literatura brasileira, pra mim, só não é melhor que a inglesa, e sim, sou tremenda fã de Lord Byron.
Não gosto do Lula, mas sou de esquerda. Prefiro ficar quieta a falar besteira (tá, mentira!) e adoro jogar War ou Imagem em Ação com meus amigos.
Sonho em mochilar pela América Latina e comprar uma casa em Itaúnas ou Trancoso.
Hay maioria? Soy contra!
ma che cazzo
