O vento bateu
Fechou a janela do quarto, sucinto.
A chuva incessante, seu barulho no vidro.
Gota por gota, sentia no peito.
O barulho que fazia nostagiou-me
O cheiro da chuva gelada no ambiente vazio onde estava
Eu na cama escrevia com gotas de imaginação
Gotas das lembranças, dos sonhos, do pra sempre tão finito.
A caneta dançava na minha mão
Bailava horizontal, no ritmo da chuva
Tinha como par a minha imaginação
Sem boas rimas, sem métrica, no meu caderno cor-de-uva
No baile poético que seguia e sugava meu desejo
Com frio, lembrei-me do beijo
Do menino, meu menino, não-tão-menino
Que me viu crescer, tirou-me a meninice, viu a amásia florescer.
Naquela alvorada matinal, com o orvalho das manhãs
A chuva cessava e eu não parava de pensar no amanhã.
No verão quente, no passado recente, na moto pela estrada veloz, do beijo algoz, do menino.
Meu menino não-tão-menino.
Da transformação da vontade, em verdade, em saudade.
Maria Eduarda Gimenes
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
de longe eu sinto, sentia.
do meu preterito perfeito ao imperfeito,
futuro do preterito e futuro, si só.
a constante é vc,
mexe com meu id, ego, alter ego.
viro narcisista, gabo-me.
escrevo haicais, poesias, cartas, dissertações.
a constante é vc.
cartesiano, não. perfumes, gestos, emoções.
vc é meu oito, não o oitenta.
vc é meu extremo, minha vontade.
oito, na horizontal, infinito. minha verdade.
de longe eu sinto, admito, falhei.
mas erros são humanos, constantes, planos. é empírico.
como desta poesia, o eu-lírico.
mas o que dizer da saudade.
do que nunca tive, do incerto. passado, futuro, presente.
desisto, admito. nao te quero mais ausente.
Maria Eduarda C. Gimenes
ao P.
do meu preterito perfeito ao imperfeito,
futuro do preterito e futuro, si só.
a constante é vc,
mexe com meu id, ego, alter ego.
viro narcisista, gabo-me.
escrevo haicais, poesias, cartas, dissertações.
a constante é vc.
cartesiano, não. perfumes, gestos, emoções.
vc é meu oito, não o oitenta.
vc é meu extremo, minha vontade.
oito, na horizontal, infinito. minha verdade.
de longe eu sinto, admito, falhei.
mas erros são humanos, constantes, planos. é empírico.
como desta poesia, o eu-lírico.
mas o que dizer da saudade.
do que nunca tive, do incerto. passado, futuro, presente.
desisto, admito. nao te quero mais ausente.
Maria Eduarda C. Gimenes
ao P.
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